Oração para Agradecer o Dia

Oração para Agradecer o Dia

fonte: http://pixabay.com

Deus eterno e todo poderoso.
Em nome de Jesus eu quero vos agradecer o meu dia
que chega ao seu final.

Obrigado, meu Deus por tudo que me destes e por tudo o que sou.
Obrigado pelo dia de hoje, por tudo de bom que me aconteceu,
por tudo o que consegui… (detalhar).

Obrigado pelas pessoas com quem tive contato neste dia.
Ofereço-vos todo o meu dia, todo o meu cansaço,
frustrações, injustiças, decepções e alegrias.

Todo o meu esforço no sentido de levar aos meus irmãos,
pelo exemplo, pelo testemunho e ou pela palavra,
os ensinamentos básicos dos mistérios da nossa fé católica,
que nos foi ensinado pelo Mestre Jesus.

Obrigado pela vida que me destes.
Obrigado por tudo: Pelo alimento, pelo ar que eu respirei,
pela vossa proteção, e até mesmo pelas coisas que deram erradas,
pois só vós sabeis o porquê tive de passar por aquela experiência… (detalhar).

Seja feita à vossa vontade.
Amém.

Santificados pelo sofrimento

Autor: Prof. Felipe Aquino, em 22 de maio de 2013 - Fonte: Site Cléofas

 

Pedro Fernández, "Cristo sofrendo" - 1510
Sentimos em nossa carne, que a conquista da santidade é algo que supera as nossas forças humanas, por isso os santos parecem aos nossos olhos como sobre-humanos. Na verdade, foi com o auxílio da graça de Deus que chegaram ao estado da bem-aventurança. “O que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”, disse Santo Agostinho. Ele ensina que a graça não anula e nem dispensa a natureza, a enriquece. Como Deus nos vocacionou para sermos santos, Ele dirige a nossa vida e os nossos passos sempre nessa direção. Na medida que a nossa liberdade o consente Ele dirige os nossos passos para esse fim. É por isso que nos acontecimentos de nossa vida muitas vezes não entendemos o que nos sucede. Na verdade é a mão de Deus a nos conduzir.

O médico não prescreve o medicamento que agrada ao paciente, mas aquele que o cura. Assim também, como o Médico das almas, Deus nos apresenta muitas vezes remédios amargos, mas é para a nossa santificação. Assim, as provações e as tentações que Deus permite que nos atinjam são para o nosso bem espiritual. A Bíblia nos dá essa certeza. Àqueles que querem ser seus discípulos o Senhor exige: “Tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Após a disposição interior de “renunciar a si mesmo”, é preciso a mesma disposição para “tomar a cruz cada dia”. Foi com a cruz que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo, e é também com a cruz que Ele tira o pecado enraizado em cada um de nós. Sabemos que o sofrimento não é obra de Deus, é a consequência do pecado.

 “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Para dar um sentido ao sofrimento, Jesus o transformou em “matéria prima” da nossa salvação. Quem quer chegar à santidade não deve ter medo da cruz e deve toma-la, resolutamente, “a cada dia”, como disse Jesus, porque é ela que nos santificará. Para entender essa pedagogia divina vamos examinar o que nos ensina a Carta aos hebreus, no capítulo 12, sobre as provações. Começa dizendo que assim como fizeram os santos, devemos nos “desvencilhar das cadeias do pecado” (v.1), enfrentando o “combate que nos é proposto”, como Jesus, que “suportou a cruz” (v.2), sem se deixar “abater pelo desânimo”(v 3). Em seguida mostra”nos que tudo é válido na luta contra o pecado. “Ainda não tendes resistido até ao sangue, na luta contra o pecado” (v.4).

 Nesta luta vale a pena derramar até o próprio sangue, a própria vida. Em seguida a Carta recorda a citação dos Provérbios que diz: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes,quando repreendido por ele, pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho” (Prov. 3,11). Assim como nós pais terrenos, corrigimos os nossos filhos, porque os amamos, Deus também o faz conosco. Quantas vezes eu precisei segurar no colo os meus filhos, quando ainda pequenos, para que o farmacêutico os aplicasse uma injeção. Só o amor por eles me obrigaria a tal ato, mesmo com o seu choro nos meus ouvidos. Assim também Deus faz conosco; por amor, permite que as provações arranquem as ervas daninhas do jardim precioso de nossa alma.

A palavra de Deus diz: “não desprezes a correção do Senhor” (v.5), portanto devemos acolhe-la, amá-la, mesmo que nos incomode. E ela continua: “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige ?” (v. 7). Somos filhos legítimos de Deus, e não bastardos, por isso Ele nos corrige (V.8). E a palavra de Deus nos diz que Ele nos corrige “para nos comunicar a sua santidade” (v.10). Aí está a razão pela qual Jesus nos manda abraçar a cruz de cada dia. É pelas pequenas e numerosas cruzinhas de cada dia que o Artista Divino vai moldando a nossa alma, à sua própria imagem. A nós cabe ter paciência e aceitar cada sofrimento, cada revés, cada humilhação, cada doença, enfim, cada golpe do Artista, com resignação e ação de graças.

A nossa natureza sempre se revolta, se impacienta e se agita desesperada, e com isso, só faz aumentar ainda mais o sofrimento e agrava a situação. O segredo para se sofrer com paciência é não olhar nem para o passado e nem para o futuro, mas viver, na fé, o presente. Um dos grandes conselhos que Jesus nos deixou no Sermão da Montanha foi este: “Não vos preocupeis pois com o dia de amanhã (…). A cada dia basta o seu mal” (Mt 6,34). Deus sempre nos dará a graça necessária para carregar, com determinação, a cruz de cada dia que nos santifica.

Cada um de nós têm a sua própria cruz, única e exclusiva, pois para cada tipo de doença há um remédio próprio.

A nossa cruz “de cada dia” é formada de tudo o que fazemos e sofremos: o trabalho diário, as preocupações, a falta de dinheiro, a doença, o acidente, a contrariedade, as calúnias, os mal entendidos, enfim, tudo, o que nos desagrada. Tudo isto se torna sagrado quando abraçado na fé e colocado no cálice do sangue do Senhor celebrado a cada dia no altar.

Certa vez, andando no Cemitério, por entre as sepulturas, em dado momento deparei-me com essa frase em uma delas: “A melhor oração é o sofrimento”. É verdade, pensei, mas desde que seja abraçado na fé e na paciência, e oferecido ao Pai junto com o sangue de Jesus.

A cruz se torna mais suave quando é aceita por amor a Deus. Jesus mesmo ensinou à confidente do seu Coração, Soror Benigna Consolata, como se deve sofrer: “Quando sofres, quer interna quer externamente, não percas o merecimento da dor. Sofre unicamente por Mim”. Sofrer tudo por amor a Jesus, eis o segredo de sofrer bem . Santo Agostinho tem uma frase que nos ensina bem tudo isso: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”. Quanto mais calados sofrermos, sem ficarmos buscando o consolo das pessoas que nos cercam, choramingando as nossas dores, tanto mais cresceremos na santidade, e tanto mais teremos méritos diante de Deus. A maior vitória sobre o sofrimento, qualquer que ele seja, será sempre o nosso silêncio e aceitação.

Muitas vezes nos impomos uma série de mortificações, mas os santos ensinam que as melhores cruzes são aquelas que Deus permite que cheguem a nós. São Francisco de Sales dizia que: As cruzes que encontramos pelas ruas são excelentes, e que mais o são ainda – e tanto mais quanto mais importunas – as que se nos deparam em casa”". Valem mais as cruzes do que as disciplinas e os jejuns. De que adianta a penitência que voluntariamente nos impomos, se não aceitamos aquelas que diariamente Deus nos impõe, na medida exata da nossa correção? De nada valeria o sacrifício de um enfermo que quisesse tomar muitos remédios amargos que não fosse aquele receitado pelo médico. De forma alguma devemos desprezar as mortificações que nos impomos, contudo, mais importante do que elas são as que a divina providência nos manda.

São Paulo dizia aos romanos que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8,28). Deus sabe aproveitar todos os acontecimentos da nossa vida para o nosso bem. Aceitar isso é ter fé, é saber abandonar-se nas mãos divinas, como o enfermo se entrega nas mãos do médico em que confia.

Tudo o que podemos passar nesta vida é pouco em vista da grande obra de santificação que Deus quer fazer em nós. Não podemos perder de vista o objetivo de Deus Pai que nos “predestinou para sermos conforme à imagem de seu Filho” (Rom 8,29). São Paulo tinha isto tão certo que disse aos romanos:
“Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18).

É grande demais a obra que Deus está fazendo em nós. Santo Agostinho nos ensina que Deus “não permitiria o mal se não soubesse tirar dele um bem maior”. E que muitas vezes Deus permite que o mal nos atinja para evitar um mal maior.

As provações nos fortalecem para o combate espiritual; por isso, os Apóstolos sempre estimularam os fiéis a enfrentá-las com coragem. São Pedro diz:

“Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai”vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo…”(1 Pe 4,12). E ele ensina que a provação nos levará à perfeição:

“O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vós fortificará” (1 Pe 5,10).

É importante notar que o Apóstolo ensina-nos que a provação nos “aperfeiçoará-e nos tornará inabaláveis”. É importante não se deixar perturbar no fogo da provação. Não se exasperar, não perder a paz e a calma, pois é exatamente isto que o tentador deseja. Uma alma agitada fica a seu bel-prazer. Não consegue rezar, fica irritada, mal humorada, triste, indelicada com os outros, etc. O antídoto contra tudo isso é a humilde aceitação da vontade de Deus no exato momento em que algo desagradável nos ocorre, dando, de imediato, glória a Deus, como São Paulo ensina: “Em todas as circunstâncias dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus” (1 Tes 5,16). É preciso fazer esse grande e difícil exercício de dar glória a Deus na adversidade. Nesses momentos gosto de ficar glorificando a Deus, rezando muitas vezes o “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo …” até que minha alma se acalme e se abandone aos cuidados de Deus. Essa atitude muito agrada a Deus, pois é a expressão da fé pura de quem se abandona aos seus cuidados. É como a fé de Maria e de Abraão que “esperaram contra toda a esperança” (Hb 11,17-19), e assim, agradaram a Deus sobremaneira.

Jó agradou muito a Deus porque no meio de todas as provações, tendo perdido todos os seus bens e todos os seus filhos, ainda assim soube dizer com fé :

“Nu sai do ventre da minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor! ” (Jo 1,21).

Afirmam os santos que vale mais um “bendito seja Deus!” pronunciado com o coração, no meio do fogo da provação, do que mil atos de ação de graças quando tudo vai bem.

O pecado original corrompeu tão intensamente o estado de santidade e de justiça original, em que Deus nos criou que, só mesmo com as provações Ele retira as “ervas daninhas” que se entranharam no jardim da nossa alma, que é propriedade de Deus. O Jardineiro divino da nossa alma sabe os métodos que deve empregar para limpar cada alma. Santa Teresa diz que sentiu Jesus dizer-lhe:

“Fica sabendo que as pessoas mais queridas de meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos”. E por isso afirmava que não trocaria os seus sofrimentos por todos os tesouros do mundo. Tinha a certeza de que Deus a santificava pelas provações. A santa chega a dizer que “quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz”. Para nós essas palavras parecem até um absurdo, mas não para os santos, que conheceram todo o poder salvífico e santificador do sofrimento.

São Paulo ensina que:

“As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna” (2Cor 4,17).

Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que Deus tivesse se esquecido dele. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, diz que “é melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.

Só aceitaremos e amaremos o sofrimento quando enterdermos, como os santos, que por meio dele, Deus destrói em nós as más inclinações interiores e exteriores, que impedem a nossa santificação. As ofensas, as injúrias, os desprezos, os cinismos irritantes, as doenças, as dores, as lágrimas, as tentações, a humilhação do pecado próprio, etc., nos são necessários pois dão”nos a oportunidade de lutarmos contra as nossas misérias. Isto não quer dizer que Deus seja o autor do mal, ou que Ele se alegre com o nosso sofrimento, não. O que Deus faz, de maneira até amável, é transformar o sofrimento, que é o salário do próprio pecado do homem, em matéria prima de sua própria salvação, dando assim, um sentido à dor. A partir daí, sob à luz da fé, podemos sofrer com esperança. É o enorme abismo que nos separa dos ateus, para quem a dor e a morte, continuam a ser o mais terrível dos absurdos da vida humana.

A paciência na dor é a grande arma do santo. São Tiago afirma que a paciência produz uma obra perfeita. Veja o que ele diz:

“Meus irmãos, tende por motivo de grande alegria o serdes submetidos a múltiplas provações, pois sabeis que a vossa fé, bem provada, leva à perseverança, mas é preciso que a perseverança produza uma obra perfeita, a fim de serdes perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência” (Tg 1,2″4).

A provação produz a perseverança, e por ela, passo a passo, chegaremos à perfeição, é o que nos ensina com essas palavras São Tiago.

O capítulo dois do Livro do Eclesiástico é o “hino da paciência”. Deveríamos decorar suas palavras:
“Meu filho, se entrares para o serviço de Deus (…) prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência (…) não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência” (Eclo 2,1-3).

“Aceita tudo o que te acontecer; na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação” (4-6).

Essas palavras precisam ser muito bem assimiladas, amadas e vividas. É a paciência que nos levará ao céu. São Gregório Magno afirma que todos os santos foram mártires ou pela espada ou pela paciência. São Paulo gloriava-se nas provações:

“Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança…” (Rom 5,3-5).

Sofrer com paciência é sabedoria, pois assim se vive com paz. Quem sofre sem paciência e sem fé, revolta”se, desespera”se, e sofre em dobro, além de fazer os outros sofrerem também. Santo Afonso diz que “neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele “essa é a condição a que estamos reduzidos em consequência da corrupção do pecado”.

É preciso aqui, ressaltar ainda uma vez mais, que as mortificações que aparecem contra a nossa vontade são as mais agradáveis a Deus, quando as abraçamos com fé e paciência. Diz o livro dos Provérbios que:

“Mais vale o homem paciente do que corajoso” (Pr 16,32).

Quando eu tinha vinte e dois anos de idade, recém formado na Faculdade, fui aprovado em concurso para Professor de uma Faculdade Federal de Engenharia. Casei”me no mesmo ano e nosso primeiro filho nasceu no ano seguinte. Sentia-me como um rei; tudo estava perfeito na minha vida. De repente, em poucos dias comecei a sentir a minha vista enfraquecer. Fui ao médico e ele constatou uma doença incurável, ceratrocone, deformação da córnea. Eu teria que usar lentes de contato, de vidro, para sempre, até quem sabe, me submeter um dia a transplante das córneas.

Tudo aquilo, tão rápido, despencou sobre a minha cabeça como uma tempestade; e eu fiquei perguntando a Deus o que tudo aquilo significava. Isto já faz vinte e quatro anos. Lembro-me que naqueles dias, perguntei ao Pe Jonas Abib, que era o nosso diretor espiritual, sobre aquilo que eu sofria.

Ele me disse:

“Eu não sei o que Deus quer com isso, mas certamente ele tem um plano atrás desses acontecimentos”.

Hoje, 24 anos depois, posso avaliar o quanto esta enfermidade ajudou-me a crescer espiritualmente. Talvez eu não estivesse hoje escrevendo essas páginas sobre o valor do sofrimento, se tudo isso não tivesse ocorrido. Aprendi a ser mais paciente comigo, com a doença, com os outros. Tive que fazer três transplantes das córneas, e atrás de tudo isto sempre vi a vontade de Deus na minha vida.

O homem de fé é aquele que está pronto a dizer sempre, em qualquer circunstância da vida: “Bendito seja Deus!”

Prof. Felipe Aquino
Fonte: site Cléofas

Oração Quaresmal

Oração Quaresmal - Com. Trilha da Luz
Dia 10 de Março de 2015

Meditando a Paixão de N.S. Jesus Cristo

(Transmitido da Casa de Maria - Pe. Alfredo)

Tríduo de Natal - Terceiro dia

Primeiramente desejamos a todos vocês um Feliz e Santo Natal!

Ouça a meditação do Terceiro dia do Tríduo de Natal da Com. Trilha da Luz

Meditação: Nasce o Redentor, Cristo Senhor!
Aproveite e medite com a sua família com esse áudio.

Com as vozes de Katia Lopes, Daniel Aguiar, Josélia Ramos Silva, Ricardo Mateus Braga, Maitê Bossi, Ederson Teixeira, Fabiana Souza e Adriano Souza

Vinde, cantai! Jesus Nasceu!

Tríduo de Natal - Segundo dia

Comunidade Trilha da Luz

Segundo dia

Meditação: Maria visita Isabel. Cristo visita nossa casa. Maria nos ajuda a preparar os nossos corações para Cristo

Com a voz de Daniel Aguiar, Katia Lopes (Isabel), Wildyléia Cordeiro (Maria) Narração: Ederson Teixeira

Tríduo de Natal - Primeiro Dia


Comunidade Trilha da Luz

Primeiro Dia
Meditação: O Sim de Maria e a Encarnação do Verbo
Com a voz de Daniel Aguiar e Tatiane Negromonte na narração evangélica
Narração: Ederson Teixeira


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4 coisas que é melhor não dizer a quem está sofrendo

Seu instinto de ajudar, provavelmente, está errado

Fonte: Site Aleteia
           Brian Brown



Precisamos reaprender a linguagem do sofrimento.

Passos para aprender a tomar a cruz, saber sofrer e seguir sem vacilar.


Abaixo, uma matéria do site Aleteia que pode nos ajudar a adentrar neste caminho.


Vladimir Volodin / Shutterstock


Se você é como a maioria das pessoas, vai ser difícil saber o que fazer quando um amigo seu estiver sofrendo. E, para o seu amigo, provavelmente, vai ser difícil saber o que fazer com o sofrimento.

Este sofrimento pode ser a morte de um parente ou de um amigo, a perda do emprego, o fim do namoro ou apenas a sensação de que o universo esqueceu o calcanhar enfiado na sua cara já faz um bom tempo.

Muitas vezes, você apela para os clichês de sempre e os repete para si mesmo, tentando se animar ou convencer o universo a deixá-lo em paz. E os repete para os amigos, tentando fazer o mesmo por eles. Às vezes, os clichês são coisas em que poderíamos mesmo pensar, mas, muitas outras vezes, são apenas dispositivos para tentarmos fugir do que está acontecendo.

Acabei de ler um novo livro, “Invitation to Tears” [Convite às Lágrimas], de Jonalyn Fincher e Aubrie Hills. Jonalyn e Aubrie dão uma olhada agradável e diferente para a dor. Eles sugerem que aprender a experimentá-la é valioso: é um valor que a nossa cultura tem negligenciado e que nós fomos desaprendendo.

Acontece que lidar com o sofrimento e ajudar um amigo a fazer o mesmo, de acordo com os autores, implica evitar dizer coisas como estas:

1) Platitudes

"Pelo menos ela não está mais sofrendo"... "Ele está com Jesus"... "Tudo isso acontece por uma razão"...

"NÃO é por isso que eu estou chorando!", retrucou Jonalyn, após a morte da sogra. Essas platitudes podem ser particularmente ruins dentro da Igreja, um lugar para onde, supõe-se, as pessoas trazem os seus sofrimentos mais profundos em busca de esperança.

Dentro das muralhas de consolação da Igreja, nós fomos nos despojando, infelizmente, da linguagem da perda. O que Davi e os salmistas falavam fluentemente, nós desaprendemos. Não sabemos mais como nos sentar do lado de alguém que sofre sem tentar “arrumar” as coisas de forma boba.

Os autores nos sugerem reaprender a linguagem do sofrimento e, numa sacada sensacional, incluem listas inteiras de poemas, livros e filmes que giram em torno da tristeza e do luto; coisas que podem nos ajudar a reaprender essa linguagem.
 
2) “Considere tudo como um tipo de alegria”

Os cristãos ouvem muito isso. Certamente, algumas pessoas simplesmente precisam parar de reclamar e se lembrar de que nós é que fazemos parte da história de Deus, e não o contrário. Mas, diante da dor real, isso pode se tornar um mecanismo para fugirmos da culpa, especialmente quando dizemos isso para nós mesmos.

A vida é dura e é preciso encarar isso para enfrentar a dor. Os autores sugerem que ceder à dor é, de certa forma, saudável e importante.

Estar de luto significa fazer menos coisas exteriormente, para ter tempo de desabafar, escrever, fazer longas caminhadas, chorar, olhar para o espaço e pensar. Adotar, enfim, a prática nada ocidental de fazer menos para aprender mais. Não é à toa que não temos tempo para isso, em nossas sociedades aceleradas. O luto não é seguro nem eficiente para a nossa mentalidade focada em fazer coisas. Mas pode nos tornar mais humanos.
 
3) “Será que não é hora de você dar uma virada na vida?”

De vez em quando, alguém de fato precisa ouvir isso. Mas os autores do livro contrastam essa possibilidade com a tradição judaica da shivá, em que toda a comunidade se une em torno da pessoa que sofre para guiá-la no seu sofrimento. A comunidade age como um capitão, traçando um curso para o luto. Os autores sugerem que, para as pessoas que buscam conforto em meio à dor, alguém deve orientá-las com base na sua própria experiência de sofrimento, em vez de sugerir, justamente nessa hora, que ela “dê uma virada na vida”.

Eles também observam, com ecos de T.S. Eliot, que a memória faz parte da dor, mas também do movimento para superar a dor. Quando os seus amigos estão perto de você no seu sofrimento, você os vê enfrentando ao seu lado uma provação. Isso constrói memórias que podem ajudá-lo no futuro.

4) “Deus tem alguma coisa para ensinar a você”

É claro que Deus sempre tem algo para nos ensinar. Mas o sofrimento é mais complicado que isso.

Na Sagrada Escritura, vemos que o sofrimento não aflige apenas o culpado, mas também o inocente. O cordeiro sacrificial demonstra ritualmente, todo ano, que os inocentes também sofrem pelos pecados dos culpados. A dor nem sempre é resultado de um desagrado de Deus.

Jonalyn e Aubrie oferecem uma abordagem que, de certa forma, incorpora a dor ao que você é. No mundo real, que é um mundo caído, a vida às vezes é terrível e não parece haver razão nenhuma para que ela seja assim. É muito típico dos ocidentais tentar ignorar isto e querer explicar tudo de alguma forma. Os autores sugerem, no entanto, que, ao experimentarmos o sofrimento, se nos dermos ao trabalho de reaprendê-lo como comunidade, ele não apenas é suportável, como também é uma parte crucial e bela daquilo que nos torna humanos. 

Como combater as distrações durante a oração

Uma ótima explicação do Padre Paulo Ricardo sobre como lidar e vencer as distrações durantes as nossas orações.

Vale a pena conferir!